Homens com idade acima de 60 anos são mais propensos a desenvolverem um aneurisma aorta abdominal

Aneurisma de aorta abdominal é uma dilatação acima de 50% do calibre normal da artéria principal localizada no abdome que transporta sangue proveniente do coração para os diversos órgãos e para os membros inferiores.
A dilatação ocorre devido a um enfraquecimento da parede da artéria consequente a atividade enzimática em desequilíbrio, podendo estar relacionado a herança genética.

A incidência dessa doença na população é maior nos homens acima de 60 anos e corresponde aproximadamente a 2-4%. Nos pacientes com história familiar de aneurisma de aorta, a incidência é de 15-33%.

A maior complicação de um aneurisma de aorta abdominal é a sua ruptura e óbito, podendo não chegar a um hospital ou quando chega a sala de cirugia tem uma mortalidade muito alta ( maior que 50%). A ruptura está relacionada diretamente com o tamanho do aneurisma. O risco de ruptura é maior em aneurismas maiores que 5 cm de diâmetro.

Risco preditivo de ruptura:

  • 4-5 cm 0.5% a 5% ao ano.
  • 5-6 cm 5% a 15% ao ano.
  • 6-7 cm, 15% a 20% ao ano.
  • 7-8 cm, 20% a 40% ao ano.
  • Mais de 8 cm, 40% a 50% ao ano.

Outros fatores relacionados ao risco de ruprtura são a hipertensão arterial crônica e a doença pulmonar obstrutiva crônica, normalmente relaciodo com o tabagismo.

A maioria dos pacientes são assintomáticos ( 80%) no momento do diagnóstico, que pode ser feito pelo simples exame físico com a palpação do abdome ( tumoração pulsátil) pelo médico ou, normalmente, é um achado de ultrassonografia abdominal realizado para pesquisa de algum outro sintoma.

O sintoma mais comum, quando presente, é dor abdominal ou lombar que podem muitas vezes serem confundidas com outras doenças como gastrite e úlcera péptica, dor na coluna ou até cólica renal.
A dor pode significar expansão rápida ou ruptura do aneurisma, necessitando de tratamento com urgência.

Portanto, é muito importante o exame físico dos pacientes e o Ultrassom abdominal para uma varredura ( “screening”) em todos os paciente acima acima de 60 anos quando o abdome é de difícil palpação. Essa conduta simples pode diagnosticar e prevenir muitas complicações.

Uma vez diagnosticado o aneurisma é importante realizar  uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética para melhor avaliação quanto a localização, extensão e diâmetros.

Os aneurismas pequenos e assintomáticos devem ser acompanhados com ultrassonografia a cada 6 ou 12 meses.

O tratamento clínico (medicamentos e acompnhamento) está indicado quando o aneurisma é considerado de baixo risco para ruptura, ou seja, paciente sem sintomas e aneurisma de pequeno diâmetro ( < 5,0 cm de diâmetro).

Os aneurismas maiores devem ser tratados cirurgicamente, devendo considerar a condição clínica do paciente.

Fonte: Dr. Rajavenkata